
E dessa mesma comuna francesa originou um dos mais versáteis artistas do mundo automotivo: alguém que, com liberdade, participou na concepção tanto de um ordinário Peugeot 106 como também dos mais míticos automóveis que, já nos seus lançamentos, esboçavam a áuera de viaturas clássicas.
O estigma de Paul Bracq, presente nas linhas dos europeus produzidos nos anos 70, repercurte até hoje.
Pois se, enquanto chefe de desenho na BMW, cunhou as séries 5 (E12), 3 (E21), 7 (E23) e 6 (E24), sua assinatura já o havia consagrado, aquando esculpiu as linhas das Mercedes-Benz W108 e W109 - as quais, anteciparam em muito as séries W114 e W115.
Mas, foi ainda junto à Mercedes-Benz que concebeu dois dos mais emblemáticos automóveis: o 600 W110 e os SL W113. Vistos num detalhe específico ou num grande plano, seja um Pullman ou uma Pagoda, remete-se à idéia de que sobriedade não impede fluidez e leveza.
Como um bom vinho de Bordeaux.
Quem escreveu melhor:
http://www.motorlegend.com/histoire-automobile/paul-bracq-chez-mercedes-benz/8,2106.html
http://www.idcenter.co.jp/en/bracq/paul.htm
Sempre gostei das linhas dos carros citados, entretanto não sabia quem era o autor dessas linhas.
ResponderExcluirA linha BMW sob sua batuta sofreu uma verdadeira revolução no que era feito pela empresa até então, tanto que muitas pessoas se surpreendem ao conhecerem o portifólio da empresa pré 1970.
Mais uma história que não conhecia.